Cada criança – com ou sem Síndrome de Down – tem seu próprio ritmo de aprendizagem. Não há uma tabela matemática a ser seguida, obrigatoriamente. É possível sim, dar estímulos que otimizem o desenvolvimento do potencial da criança, de forma que ela domine mais rápido a linguagem.
Você pode contribuir com a aceleração deste processo:
- Conversando o máximo possível com a criança, olhando para ela, com sua boca ao nível dos olhos da criança;
- Praticando brincadeiras que envolvam elementos simples, do universo da criança: partes do corpo, alimentos do dia-a-dia, brinquedos da própria criança, pessoas da família, cores, animais, etc.;
- Estimulando desenhos, comentando a “obra de arte”, as cores, as figuras e até histórias, sobre o que foi representado no papel, pela criança;
- Limitando o uso de telas: TV, computador, celular, tablet – abaixo de 2 anos, se possível, a zero.
- Cantando e dançando com a criança;
- Resistindo à tentação de entregar “de bandeja” tudo que a criança aponta com o dedo. Aguarde que ela fale o que deseja – ainda que fale errado. Mesmo que fale “aga”, em vez de “água”, por exemplo, já é melhor do que simplesmente apontar com o dedo.
Assim, temos crianças com Síndrome de Down que aprendem a falar com 2 anos, dependendo do ritmo da criança e dos estímulos fornecidos. Outras, vão aprender com 3, 4… 10 anos… Cada uma no seu ritmo. A abordagem da Otorrino e da Fonoaudiologia poderão ajudar bastante neste processo!